Venha conhecer mais a obra de Yoshitaka Amano no CCBB do Rio: está aberta a Expo “Além da Fantasia – Yoshitaka Amano”, de 22 de abril a 22 de junho.
Oi, gente linda! Acredito que todo mundo já está de olho no conjunto incrível de eventos ligados às culturas asiáticas aqui no Rio nesses próximos dias, não é verdade? Com certeza, todas e todos estão empolgados com os shows, com os lançamentos, com as ativações. Alguns até pensam em cobrir os eventos para além da capital fluminense, não é mesmo? Porém eu vim dizer a você que há mais um evento interessantíssimo que você não pode perder: é a expo Além da Fantasia – Yoshitaka Amano, no Centro Cultural Banco do Brasil, no centro do Rio (Rua Primeiro de Março, 66), que vai ficar aberta entre os dias 22 de abril e 22 de junho.

Com direção de Felipe Sztutman e curadoria de Antonio Curti, a exposição traz um passeio pela obra do artista Yoshitaka Amano, um dos mais conhecidos no contexto das artes plásticas do Japão atual. O cara é uma lenda no campo das artes plásticas japonesas. Do nosso ponto de vista brasileiro, seu traço, na verdade, talvez já seja conhecido do público mais jovem. Quase todo fã de cultura japonesa, principalmente aqueles e aquelas que honram sua otakice já assistiu obras com seus traços.
Vou dar um exemplo simples, tido por muitos como cult. Ele atuou ativamente no célebre filme de animação Tenshi no Tamago (1985, Studio Deen), uma das obras japonesas mais aclamadas nos anos 1980. O filme é complexo, pois mistura uma espécie de divagação filosófica com conceitos muito peculiares da tradição religiosa japonesa, mas ainda figura como uma dessas obras incontornáveis. Repito: é mais pela beleza do que pela facilidade de compreensão; vale a pena ver. Agora, se você ainda não conhece o mestre, tá tudo bem! Eu falo um pouco dele para você a seguir.

Amano trabalhou na direção de arte do filme e auxiliou ao diretor, Mamoru Oshii, cravando um padrão artístico inovador e desafiador que redesenhou os gêneros fantasia, alegoria e experimental no cinema de animação nipônico. Muitos especialistas elencam o seu trabalho artístico como um ponto de virada, e essa opinião é validada também por muitos fãs de seus trabalhos.
O “artista Amano” nasce em 1967, quando, por volta dos 15 anos de idade, ele ingressa no estúdio de animação Tatsunoko Production, para compor a equipe de obras que estavam em desenvolvimento. Seus traços logo foram elogiados e encontramos sua mão trabalhando no animê Speed Racer, ou Mach GoGoGo (em japonês), que foi lançado em 1967 e se torna uma febre.
O caso de Speed Racer é interessante, pois muitos adolescentes e jovens daquela época foram cativados pela narrativa. Temos o seguinte enredo: o protagonista Speed, acompanhado de um chimpanzé (conhecido como Zequinha pelo público brasileiro), é um corredor em busca do sucesso, que se supera a cada circuito vencido. Uma narrativa bastante simples, mas os traços da corrida em si prendiam aquela juventude que estava experimentando, dentre outras coisas, a publicização da tecnologia de cores nas televisões. Ver cores mescladas ao movimento, reproduzindo a mecânica de uma corrida devia gerar um público cativo das telas, com certeza.
No caso brasileiro, é possível até se pensar um paralelo do sucesso desse animê (distribuído no Brasil por produtoras estadunidenses) com o gosto geral da população por corridas. Vale lembrar que que na época começava a atuação esportiva de Emerson Fittipaldi, mas isso é assunto para outro dia. O que importa é que a trajetória de Amano começou como uma espécie de aposta e se consolidou dentro e fora do Japão, com sua arte servindo de isca e anzol. Naquele estúdio ele consolidaria o que é a sua “receita”: a mescla de estilo japonês tradicional, o nihonga (pintura japonesa), com técnicas de ilustração do mundo todo.

Agora, você que está me lendo talvez e assuste, mas Amano ficou conhecido mesmo foi por uma obra que até hoje figura no gosto dos fãs de jogos, e-sports e todos aqueles e aqueles que se entendem como gamers: Amano criou todo o design visual da franquia Final Fantasy, uma das maiores em números absolutos no mercado global de jogos.

Imagina só: são mais de 100 jogos lançados desde o começo, em 1987; mais de 185 milhões de cópias vendidas, com presença consolidada em mais de 30 países; isso tudo sem falar do aproveitamento da franquia em outros segmentos, como a música, a literatura e o audiovisual televisivo. Mesmo quem nunca jogou Final Fantasy conhece, minimamente, símbolos, personagens e mecânicas – tudo isso desenvolvido por um time enorme que teve Amano nas artes. É incrível.
Por fim, o que importa é que a trajetória de Amano foi vitoriosa desde o começo. De uma certa forma, quem puder ir vai observar a exposição e perceber os pensamentos e os fluxos do artista.

A abertura contou com a presença do cônsul geral-adjunto do Japão no Rio de Janeiro, o senhor Yoshitaka Kinoshita (@consuladogeraldojapaorj), que valorizou o interesso do Rio pela cultura japonesa e mencionou os muitos anos de relações existentes entre os japoneses e os brasileiros. Por fim, ressaltou que todos os presentes poderiam dar esse passeio contemplativo.
Por fim, deixo aqui uma nota: o próprio Amano está empolgadíssimo! Ele já foi visto torcendo pelo glorioso Flamengo, comendo feijoada e dando uma voltinha pelo Rio. Já pensou em você andando num bar e encontrando um dos maiores artistas japoneses do século? Que incrível não seria, não é? Pois é, corre lá no CCBB e segue ele no Instagram também: @yoshitaka_amano.
Exposição Além da fantasia – Yoshitaka Amano
Período: 22 de abril a 22 de junho de 2026, de quartas a segundas-feiras, das 9h ás 20h
Entrada gratuita
Local: CCBB – Rua Primeiro de março, 66, Centro – Rio de Janeiro/RJ
Contato: (21) 3808-2300
Depois de ir na exposição, conta pra gente como foi, combinado?
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